Apaixonados pelas quadrilhas juninas relembram momentos marcantes do São João em Sergipe | Sergipe

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Em Sergipe, o mês de junho sempre foi era de saborear comidas típicas, soltar fogos, dançar forró, festejar a cultura do povo nordestino e reverenciar Santo Antônio, São João e São Pedro. Até que o surgimento do novo coronavírus mudou o cenário com a primeira vaga da pandemia no ano pretérito, e, desde logo, não foi mais verosímil festejar da forma tradicional.

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Oriente ano os festejos continuam suspensos no estado. Um decreto governamental proíbe atear fogueira e soltar fogos, além da realizar shows musicais e festas e, para quem vivencia a tradição junina desde a puerícia, não tem sido fácil esta temporada.

Para falar sobre as boas lembranças do período, o G1 conversou com diferentes representantes do universo da cultura das tradicionais quadrilhas juninas.

Marcador de quadrilha junina de Sergipe — Foto: Registo Pessoal

Há 40 anos no movimento junino, a presidente da Associação das Quadrilhas Juninas de Sergipe, Sara Lessa começou a participar dos festejos dançando. “Eu iniciei porquê dançarina de quadrilha na puerícia, dancei na temporada adulta também, fui presidente de quadrilha e hoje coordeno os concursos, que no momento estão suspensos e oriento as quadrilhas. Minhas melhores lembranças são o Concurso Levanta Poeira e as apresentações de quadrilhas na Rua São João”, disse.

Elói Rebento, Quadrilha Junina Xodó da Vila, Aracaju (2016) — Foto: Registo Pessoal

Elói Rebento, marcador de quadrilha desde os anos 80, conta porquê foi o último experiência antes da pandemia. “Começamos a nos reinventar e continuamos desenvolvendo o trabalho. Ano pretérito foram as lives, leste ano estamos mantendo contato com quadrilhas de outros estados. Não tem apresentação, mas o trabalho de produção continua”, contou.

Elói disse também que sua equipe faz apresentações virtuais do trabalho produzido no ano pretérito, mas com alterações no traje, com customização, ou seja, uma remontagem do que estava previsto para ser apresentado anteriormente. “Minha maior saudade é de estar marcando, de estar em contato com os amigos. O contato é extremamente salutar. Quando um ganha outro perde. Estou sentindo muita falta dos nossos componentes”.

Rogério Valença, Quadrilha Junina Asa Branca de Aracaju (2012) — Foto: Registo Pessoal

Desde 1995, o figurinista, cantor e ex-presidente da Federação e da Associação de Quadrilhas Juninas do Estado de Sergipe, Rogério Valença, vive a era junina. Mesmo depois a pandemia, continuou desenvolvendo os trabalhos, mas de forma diferenciada.

“A gente teve que trazer as atividades para o lar, saímos do coletivo e cada um passou a trabalhar de moradia, tirando dúvidas através de videochamadas e só se reunindo depois que o trabalho fica pronto”, disse.

A maior saudade de Rogério é ver o resultado do esforço de vários meses de trabalho sendo concretizado. “Sentir a vigor do público, a reciprocidade, o ovação, o presencial, está fazendo muita falta. A esperança é que no próximo ano, o São João de Sergipe seja de verdade porquê a gente conhece e porquê a gente gosta de fazer!”.

Alisson e Flávia, Quadrilha Junina Peneirou Xerém, Aracaju (2019) — Foto: Registo Pessoal

Alisson da Conceição é dançarino de quadrilha há 18 anos e casado com a também dançarina de quadrilha, Flávia Pereira, há 16. Eles se conheceram nos ensaios quando ainda faziam secção de grupos diferentes. O mesmo sabor por forró e quadrilha aproximou o par, e foi assistindo um ao outro que eles se apaixonaram.

“Todos os anos dançamos juntos. Até prenha minha esposa já dançou. Para a gente é complicado permanecer sem festejar. Mesmo com a pandemia, a celebração deste ano vai ser em lá moradia e vai ter forró, porque pra gente é complicado permanecer sem isso. Somos apaixonados pelos festejos juninos”, disse.

Alisson esteve por 15 anos na Quadrilha Assum Preto, dois anos na Forró Bodó e três na Peneirou Xerém, embora nesta última, só tenha dançado um ano, devido a pandemia. Dessa era, as melhores lembranças dele são ter sido vencedor brasílio de 2005 com a Quadrilha Assum Preto e quando a mesma quadrilha foi a mais pontuada nas classificatórias do Concurso Levanta Poeira.

Para o próximo ano a esperança de Alisson é o retorno das festas. “Espero que volte, porque permanecer sem quadrilha dois anos, e ainda ir para um terceiro, não! Com fé em Deus em 2022 vai estar tudo patente e as quadrilhas vão voltar a todo vapor, porque São João de Sergipe sem quadrilha e sem forró, não é São João!”, finalizou.

O cromatizado das quadrilhas

Unidos em Asa Branca venceu Levanta Poeira em 2019 — Foto: Elson Mota/TV Sergipe/Registo

Quadrilha Pioneiros da Roça — Foto: G1/Registo

Balança mais não cai — Foto: G1/Registo

Alegria dos apaixonados por quadrilhas — Foto: G1

Quadrilheiros no Levanta Poeira — Foto: G1

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