quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Caiado anuncia 50 leitos de UTI em Goiás

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O governador Ronaldo Caiado (DEM) anunciou que prepara a brecha de mais 50 novos leitos de UTI em Goiás, em diferentes regiões do Estado, para prometer tratamento adequado aos pacientes com Covid-19. A expansão se faz necessária devido ao aumento sustentado da taxa de ocupação hospitalar. Entretanto, a gestão estadual defende que, para frear a disseminação do vírus e o progressão da pandemia, somente a brecha de leitos não é suficiente. Sempre, o governador Ronaldo Caiado reforça a urgência do distanciamento social e do cumprimento dos protocolos de segurança sanitários por secção de toda a população.

Para esta semana, está prevista a brecha de 11 leitos de UTI em Quirinópolis, no Sudoeste goiano; nove em São Luís de Montes Belos, na região Oeste; e 10 em Itumbiara, no Sul do Estado. Até 1º de abril, outros 20 serão abertos no Hospital das Clínicas Dr. Serafim Roble, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), localizada em Jataí. Atualmente, a rede estadual conta com um patamar de leitos superior à primeira vaga, em unidades próprias e conveniadas. Essas estruturas estão distribuídas em 20 hospitais, localizados em 15 diferentes municípios de todas as cinco macrorregiões de saúde goiana.

Além destas 50 novas UTIs, nos últimos dias o Governo de Goiás abriu mais 118 leitos para pacientes críticos. Destes, 24 estão na capital, sendo dez no Meio Estadual de Reparação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer) e 14 no Hospital de Campanha para enfrentamento do coronavírus (HCamp) de Goiânia. Já no interno foram criadas 94 unidades críticas em parceria com prefeituras, além de unidades próprias e conveniadas. Localizados em oito municípios, os leitos recém criados estão em Itumbiara (10), Luziânia (10), Mineiros (5), Nerópolis (26), Porangatu (5), Rio Virente (25), Senador Canedo (11) e Trindade (2).

Durante reunião on-line realizada com autoridades políticas, na última quarta-feira (17/02), o governador destacou que, em virtude do prolongamento do número de infectados, o Estado trabalha na brecha de novos leitos para prometer assistência às pessoas que necessitarem de internação. Ele afirmou que “o momento é grave, não é de preterição, nem de se acovardar”, e alertou para que cada cidadão goiano faça sua secção e siga as medidas sanitárias. “É injurioso ver, neste momento, pessoas morrendo e outras festejando porquê se não houvesse zero, porquê se não ampliassem a disseminação [do coronavírus]”, disse.

O Governo de Goiás também emitiu uma nota técnica, na última terça-feira (16/02), com recomendações para barrar o progressão da Covid-19 no território goiano. O documento orienta que municípios trabalhem de maneira pactuada e articulada na formulação de decretos e protocolos. Também aponta uma série de medidas em função do aumento no número de casos e de óbitos confirmados, muito porquê no quantitativo de solicitações de internações e na taxa de ocupação hospitalar.

Para guiar as ações voltadas para gestão de serviços e controle de contágio e a entrega dos novos leitos de UTI em Goiás, foi considerada uma separação de 18 regiões no Estado e criado um planta definindo a sisudez de cada sítio. Para tal, foram considerados seis indicadores, divididos da seguinte maneira: velocidade de contágio no tempo (Rt); incidência de casos de síndrome respiratória aguda grave e variação de mortalidade por Covid-19, para estimar a aceleração do contágio; e as taxas de prolongamento de solicitações de leitos de UTI; de ocupação de leitos de UTI; e de ocupação de leitos de enfermaria, públicos e privados, dedicados para pacientes com Covid-19, para estimar a sobrecarga do sistema de saúde.

De concórdia com o documento divulgado pela SES-GO, as regiões estão divididas em três situações: alerta (amarelo), sátira (laranja) ou calamidade (vermelho). A partir da classificação de cada localidade, é provável que as prefeituras implementem medidas de combate e controle do coronavírus, com procedimentos padronizados.

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