terça-feira, junho 15, 2021

CCJ da Cmara dos Deputados aprova reforma administrativa

- Publicidade -
Foram 39 favorveis e 26 contrrios admissibilidade do texto
(Foto: Pablo Valadares/Cmara dos Deputados)

Posteriormente dois dias de debates, a Percentagem de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou hoje (25) a admissibilidade da proposta de Emendas à Constituição (PEC) 32/20, que trata da reforma administrativa. Foram 39 favoráveis e 26 contrários à admissibilidade do texto.

Pelo Regimento Interno da Câmara, cabe à CCJ julgar a constitucionalidade das propostas, não emitindo parecer sobre o préstimo. Com a aprovação, a reforma será analisada agora por uma percentagem peculiar e depois, em dois turnos, pelo plenário da Morada.

Agora, a percentagem tem o prazo de 40 sessões do plenário para votar a proposta. O prazo para emendas se esgota nas dez primeiras sessões. Mais cedo, os deputados já haviam rejeitado por 39 votos a 20 um pedido para a retirada de tarifa do texto.

A PEC, encaminhada ao Congresso em setembro do ano pretérito pelo Governo Federalista, altera dispositivos da Constituição referentes a servidores, empregados públicos e também modifica a organização administrativa do Estado.

Parecer

 

Na segunda-feira, o relator da PEC, Darci e Matos (PSD-SC) apresentou novo parecer sobre a admissibilidade da proposta, suprimindo novos itens da proposta encaminhada ao parlamento pelo Executivo.

O relator retirou do texto os novos princípios da gestão pública previstos pelo governo: imparcialidade, transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública e subsidiariedade.

Segundo Darci de Matos, “a inclusão de novos princípios no texto constitucional, embora seja boa a intenção, pode gerar interpretações múltiplas e completamente divergentes, o que consequentemente gerará provocações ao Supremo Tribunal Federalista para dispor sobre sua efetiva aplicabilidade em situações, por exemplo, de improbidade administrativa”.

No parece anterior, o deputado já havia suprimido outros dois pontos da proposta: o que permite ao presidente da República extinguir, transformar e fundir entidades da gestão pública autárquica e fundacional, via decreto; e o trecho que impedia a realização de qualquer outra atividade remunerada pelos servidores ocupantes de cargos típicos de Estado.

“A possibilidade de extinção dessas entidades mediante Decreto do Dirigente do Poder Executivo acarretaria grave mudança no sistema de pesos e contrapesos, ínsito ao protótipo de separação de poderes e ao controle da Governo Pública pelo Poder Legislativo”, justificou o deputado.

O relator, porém, deixou a possibilidade de o presidente extinguir cargos públicos sem a urgência de existência de lei.

Despesas

 

A base governista defendeu a PEC com o argumento de que a medida vai ajudar na redução de gastos públicos e liberar espaço no orçamento do governo.

“A reforma é importantíssima um pouco que vai chegar ao estado brasílio que é um verdadeiro colapso caso a gente não reduza as despesas com o funcionamento da máquina estatal e com despesa de pessoas”, disse a deputada Caroline de Toni (PSL-SC) que defendeu ainda a inclusão na reforma de magistrados, promotores, políticos e militares.

Carlos Jordy (PSL-RJ) destacou que o debate sobre o préstimo da reforma serão discutidos na percentagem peculiar.  “A reforma é tão necessária para diminuirmos o tamanho do Estado, para fazermos com que ele não tenha esse protagonismo que tem hoje em dia. O estado tem que ser subsidiário”, disse Jordy.

Deputados contrários à proposta argumentaram que a reforma não vai reduzir a despesa pública e que a situação econômica do país não é responsabilidade do servidor público.

“Os pressupostos financistas usados pelo governo de que o estado é pesado, custa muito e entrega pouco, além de não convencerem, são uma falácia e se mostram carregados de injustiça e ingratidão, em plena pandemia, quando o SUS, [Sistema Único de Saúde] mesmo com recursos reduzidos, literalmente vem salvando o país de uma tragédia ainda maior”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

De entendimento com a Nota técnica elaborada pela Consultoria de Orc%u0327amentos, Fiscalizac%u0327a%u0303o e Controle do Senado, divulgada ontem (24), alterações proposta pela PEC em relação aos contratos de gesta%u0303o e o termo de restric%u0327o%u0303es a%u0300 ocupac%u0327a%u0303o de cargos em comissa%u0303o e func%u0327o%u0303es de confianc%u0327a vão levar a um aumento da corrupc%u0327a%u0303o na administrac%u0327a%u0303o pu%u0301blica.

Reforma

 

Entre outros pontos, o texto estabelece que cinco novos tipos de vínculos para os novos servidores. Pela proposta, somente as carreiras típicas de estado, terão a garantia de segurança no função depois um período de experiência. A proposta diz ainda que uma lei complementar vai definir quais serão essas carreiras e seus critérios.

O texto mantém a previsão de realização de concursos para cargos permanentes fora das carreiras típicas de estado, mas diz que haverá uma segunda lanço de “vínculo de experiência” de, no mínimo, dois anos, e que a investidura acontecerá para os mais muito avaliados ao final do período, dentro do quantitativo previsto no edital do concurso público.

Outrossim, também vai permitir ingresso por seleção simplificada para alguns vínculos. Inclusive com a previsão de vínculo por prazo determinado. A PEC também prevê a substituição das “funções de crédito”, que atualmente devem ser ocupadas por servidores que tenham cargos efetivos, pelos “cargos de liderança e assessoramento”.

O texto também restringe a participação do Estado na atividade econômica. Pela proposta, o estado só poderá atuar diretamente em atividades econômicas que estão previstas na Constituição.

A PEC proíbe o aumento de remuneração ou de parcelas indenizatórias com efeitos retroativos; da proibição de férias em período superior a 30 dias pelo período aquisitivo de um ano; e aposentadoria compulsória uma vez que modalidade de punição.

ARTIGOS RELACIONADOS

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -