segunda-feira, abril 19, 2021

Concurso Bacen: Tem mais de 2,9 milénio cargos vagos

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O Banco Médio confirmou que possui 2.928 cargos vagos em sua estrutura, segundo dados de janeiro de 2021. O banco não promove concurso Bacen
desde 2013 e ressaltou a urgência de um novo concurso, urgentemente.

Concurso Bacen: vagas solicitadas

De concordância com o Banco Médio, dos 2.928 cargos vagos, 2.384 são para Servidores, 408 para Técnicos e 136 para Procurador. No universal, dos 6.470 cargos previstos na Lei nº 9.650, exclusivamente 3.545 estão ocupados no órgão.

Com isso, o Banco Médio procura volver a situação e tenta um novo concurso público
para suprir o deficit.

O Ministério da Economia recebeu em 2020 um pedido para realização de um novo concurso, solicitando preenchimento de 260 vagas.

Da solicitação, 30 vagas seriam para Técnicos, que pede ensino médio e tem salário inicial de R$ 7.741,31, incluindo o auxílio-alimentação de R$ 458; outras 30 vagas seriam para Procuradores, a nível superior e com salários de R$ 19.655,06.

Há ainda 200 vagas que seriam para Analistas, com exigência de nível superior em qualquer formação e que possuem salários iniciais, posteriormente aprovação, de R$ 19.655,06.

Entretanto, ainda não há pronunciamento do Ministério da Economia sobre a solicitação. Em 2019, um outro pedido com as mesmas 260 vagas foi rejeitado pelo governo, o que preocupa servidores do Banco Médio,para com um provável novo concurso.

“A indisponibilidade de autorização de novos concursos públicos em face da atual situação fiscal do país”, foi apresentado pelo ministério. Por outro lado, mesmo diante da situação, o Departamento de Gestão de Pessoas do BC garantiu que a instituição está comprometida com a recomposição mínima do quadro de servidores.

Autonomia do Banco Médio pode propiciar um novo concurso?

O Presidente Jair Messias Bolsonaro sancionou uma lei, em fevereiro, estabelecendo a autonomia do Banco Médio
, buscando blindar o órgão de pressões político-partidárias.

Isso aconteceu, porque, segundo o presidente do país, o mandado do presidente do banco é de quatro anos, o que não coincide com o da presidência da República.

Entretanto, a Assessoria de Prensa do Banco Médio explicou que o projeto de lei sancionado não trata da gestão de carreiras e não propõe a lhaneza de concursos
sem autorização do Poder Executivo. Portanto, mesmo com autonomia, o Bacen precisa de aval do Ministério da Economia para novos concursos.

“O BC continuará fazendo segmento do Executivo Federalista para todos os efeitos administrativos, inclusive integrando todos os seus sistemas. A gestão orçamentária do BC continuará vinculada à Gestão Federalista, muito uma vez que a estudo de pedidos de reposição de seu quadro funcional”, explicou o banco.

“Infelizmente a autonomia só trará tranquilidade ao mercado. Não tratará de autonomia administrativa, financeira de que tanto precisamos para dar condições de trabalho e prometer recursos para a manutenção do quadro de pessoal”, completou o presidente do Sindicato Pátrio dos Funcionários do Banco Médio (Sinal), Sergio Belsito.

“Mas, não é isso que o Governo Federalista quer. Querem beneficiar o mercado e não os servidores públicos. Isso é uma fraude à sociedade”, encerrou.

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