quarta-feira, maio 5, 2021

Concurso para escolha do projeto de requalificação da Orla de Charitas foi lançado nesta quinta

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A orla de Charitas passará por um processo de requalificação e o concurso vernáculo que escolherá o projeto responsável por levante trabalho foi lançado nesta quinta-feira (22), de forma virtual, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Niterói e o departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). A divulgação do resultado acontecerá no dia 22 de julho. A iniciativa tem uma vez que objetivo transformar o trecho entre a Rossio Radio Namorado e o Clube Naval em um grande parque linear.

A proposta do Município para levante projeto foi concebida com base no Projecto Diretor, que está elaborando o Programa de Requalificação Urbana das Praias da Baía da Guanabara. O prefeito de Niterói, Axel Grael, que participou do lançamento online do concurso, lembrou que Niterói vem investindo de forma intensa, ao longo dos últimos anos, na infraestrutura urbana da cidade. “Quando assumimos em 2013, o Projecto Diretor Municipal estava defasado, com uma série de demandas pendentes. Nós conseguimos volver esse longo período, que acumulava um grande passivo de planejamento. Uma de nossas primeiras iniciativas foi traçar um planejamento estratégico, chamado Niterói Que Queremos, no qual projetamos um projecto coletivo de cidade para o período de 2013 a 2033. Depois conseguimos atualizar o Projecto Diretor, olhando para a cidade com dimensões de sustentabilidade. Também trabalhamos no Projecto de Mobilidade Urbana Sustentável, com olhar muito mais atualizado sobre a mobilidade na cidade, que fica no coração da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O planejamento e estruturação da cidade foi um dos nossos principais eixos de trabalho”, disse.

Axel Grael citou, ainda, que, além de ser um projeto que vai transformar a orla de Charitas do ponto de vista urbanístico, esta iniciativa está diretamente ligada ao desenvolvimento econômico da região, que tem muitos bares e restaurantes, além de simbolizar mais um incentivo para o turismo da cidade, gerando renda e oportunidades de trabalho. “Charitas é uma das regiões históricas e emblemáticas de Niterói. É uma extensão complexa, com desafios sociais, urbanos, mas também de muitas oportunidades. Temos prédios históricos, montanhas, um parque municipal em implantação, a Enseada de Jurujuba, que é origem dos esportes náuticos. Esse projeto de requalificação urbana tem muitos significados e vai irradiar em estímulos, mesmo para outros bairros”, pontuou.

O secretário municipal de Urbanismo e Mobilidade, Renato Barandier, destacou que os arquitetos e urbanistas, a partir desta quinta-feira, estão convidados a participar do concurso. Ele reforçou que o concurso possibilitará a esses profissionais de todo o Brasil a pensar e discutir a orla de Charitas uma vez que um espaço estruturador da cidade e de preço estratégica para a saúde, encontro, esporte, lazer, turismo, transporte e desenvolvimento social da população de Niterói. “A orla de Charitas é, atualmente, o espaço com a maior pluralidade de vocações da cidade, desde o seu potencial paisagístico único até as questões sociais, de trabalho e renda da população. Esta extensão, com a construção do túnel Charitas-Cafubá também ganhou preço no deslocamento da cidade, se tornando mais um eixo de estruturação de mobilidade da cidade, conectando a Região Oceânica à Zona Sul e ao Núcleo. Ou por outra, a pandemia de Covid-19 veio mostrar a preço fundamental dos espaços públicos abertos para a saúde e bem-estar social”, ressaltou.

Para a presidente da direção vernáculo do IAB, Maria Elisa Baptista, frisou que um concurso público de projetos é sempre um momento valioso de debate do que seja uma boa arquitetura e do que é uma boa cidade. De contrato com ela, os concursos públicos têm sido ao longo da história o que sempre nos parece a melhor solução para as obras públicas porque traz ideias de grande pluralidade, de grande alcance e aponta proposições que certamente convergem para a melhor solução. “O lançamento do concurso é uma representação de que é sempre provável continuar por um mundo de todos. A arquitetura e mediação das cidades são assuntos de todos os cidadãos, não só dos especialistas. No meu modo de entender, os concursos também são instrumento de instrução. Eles educam os arquitetos que participam, são material de pesquisa para estudantes e professores, são material de sátira e fulgência para todos que veem as exposições, os debates, as ideias e também educam o gestor público que identifica inúmeras possibilidades e escolhe as melhores alternativas. E o nosso ofício da arquitetura, da imaginação, ele secção de um olhar sobre a veras para a partir dela propor uma mudança. Quando a gente projeta e a gente constrói, a gente sabe que o mundo pode ser melhor do que é.  Esse lugar que Niterói nos apresenta é um espaço democrático, de encontro, de convívio, de reconhecimento do outro. É preciso que a gente desenhe e cuide desses lugares”, comentou.

Responsável pela pronunciação universal da presidência compartilhada do IAB/RJ, que ocupa atualmente junto com sete colegas do coletivo Oxigena, Igor de Vetyemy, que também é Comissário Universal do 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA2021RIO, reforçou a preço dos concursos públicos para a conquista de cidades mais democráticas. Para ele, o concurso público de projeto é a utensílio mais democrática com que contamos para edificar uma cidade melhor para todas e todos.

Igor de Vetyemy contou também esta será uma oportunidade de mostrar ao mundo inteiro uma vez que mourejar com as dificuldades e potências do contexto sítio no dia do fechamento do Congresso, quando os vencedores do concurso serão premiados, de forma virtual, em frente a um público de mais de 160 países que já está inscrito no Congresso. “O concurso democratiza o entrada de um número enorme de arquitetos a projetos que de outra maneira não teriam oportunidade de aspirar. Ou por outra, é o processo que melhor pode prometer uma construção inovadora de nossas cidades, porque garante as mentes mais inspiradas do país, debruçadas sobre um problema real, com impacto real na vida das pessoas, e um júri qualificado analisando um grande número de soluções possíveis e escolhendo, criteriosamente, a que mais benefícios pode trazer à população”, finalizou.





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