segunda-feira, maio 17, 2021

Domingos Pascoal entrevista Expedito de Souza – Infonet – O que é notícia em Sergipe

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A nossa conversa de hoje é com José Expedito de Souza, originário de Riachão dos Dantas, redactor memorialista da história urbana das ruas, esquinas, bodegas e quitandas do meio velho da cidade de Aracaju. Expedito pertence ao Movimento de Pedestal Cultural de Sergipe da Ateneu Sergipana de Letras e à Ateneu Lítero-cultural de Sergipe.

DP – Quem é José Expedito de Souza?

ES – Sou Economista e iniciei minha vida profissional no CONDESE (Juízo de Desenvolvimento Econômico do Estado de Sergipe); trabalhei no CEAG, hoje, SEBRAE onde fui Gerente de Estudos e Pesquisas e publiquei livros e (Diagnósticos) sobre os principais setores econômicos do Estado de técnicos (Estudo da Mão-de-Obra nos Municípios de PDRI – Tabuleiros Sul do Estado de Sergipe). Trabalhei também na CODISE, na EMSURB e em Secretárias da Prefeitura Municipal de Aracaju e do Governo do Estado de Sergipe. Fui professor no Meio Federalista de Ensino Tecnológica de Sergipe, na FASE e UNIT. Fui funcionário da Petrobras durante oito anos e empresário no ramo metalúrgico.

DP- Qual a sua origem e trajetória?

ES – Sou o mais velho dos nove filhos de Seu Zuza do Bilhar e Dona Eulina. Nasci em Riachão do Dantas em Sergipe, onde meu pai durante mais de quatro décadas teve um bar que era divulgado por: Bilhar de Seu Zuza… O romancista Francisco Dantas fala do bilhar de meu pai em seus livros. Óbvio que jogo sinuca e bilhar desde petiz.Tive uma puerícia de menino do interno, com muito jogo de globo, banho em tanques, em riachos, pescarias, caçadas, jogo de marraio (gude) e outros. Comi mel-cabaú com farinha de mandioca no talento Salso de seu Manezinho, junto com um grupo de meninos.
Com onze anos de idade, vim morar em Aracaju na vivenda de meus avós maternos e tias, que possuíam bodegas.

DP – Fale de sua formação.

ES – Em Riachão, estudei no Grupo Escolar e fiz carteira na escola de Dona Mariana. Em Aracaju, estudei no Grupo Escolar Manoel Luiz, no escola Graccho Cardoso, na Escola Industrial de Aracaju, no Atheneu Sergipense, na Escola Técnica Federalista de Sergipe. Formei-me em Economia na Universidade Federalista de Sergipe no ano de 1973. Durante o curso de Economia estagiei um mês no Congresso Pátrio, em Brasília. Fiz curso de Consultoria Mercantil e Pesquisas na USP – Universidade de São Paulo, em São Paulo. Mestrado em Mediação e Arbitragem. Foi tutor de Cursos online e presenciais sobre Mediação e Arbitragem. Assessor da Câmara de Mediação e Arbitragem da Associação Mercantil e Empresarial de Sergipe. Fiz vários cursos na extensão gerencial e pesquisas em centros de treinamento nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Pirenópolis, Recife, São Paulo e outras.

DP – Durante seu estágio existiam vozes dissonantes? Você poderia referir qualquer exemplo e uma vez que você reagiu e superou.

ES – Os percalços que vivenciei em minha passeio serviram de motivação e experiência para continuar produzindo.

DP – Porquê você se tornou um redactor.

ES – Quando exerci a atividade de Economista escrevia por responsabilidade de ofício. Fotografo a cidade de Aracaju desde o ano de 1974 e formei um ror de imagens que me possibilitaram realizar exposições e publicar álbuns e livros. No arrojo das fotos, escrevi romances e crônicas que também publiquei.

DP – Fale um pouco sobre sua produção literária.

ES – Publiquei os álbuns de fotografias: “Memórias de Aracaju”, em 2012 e “Memórias de Aracaju II”, em 2013 e 2017. Os livros: “Relógio do Tempo”, em 2014 e 2015; “Tempo de Almas e Anjos”, em 2016; No “Tempo de Cada Um”, em 2018 e “Memórias de Aracaju Bodegas”, em 2019. Os álbuns de fotografias contrapõem fotos de locais da cidade em anos remotos com os dias de hoje, demonstrando as mudanças arquitetônicas, geográficas e outras, ocorridas na cidade de Aracaju num lapso de quase 50 anos. Os livros são estórias sobre as estripulias de minha puerícia em Riachão do Dantas, da puberdade e as mudanças ocorridas com a minha vinda do interno para a capital.

DP – Você tem qualquer trabalho para publicar?

ES – Sim. “Memórias de Aracaju III” (álbum fotográfico), “Aracaju 50 anos de Fotografias” (catálogo e 39 quadros). E um novo livro de contos e crônicas (rememorações) ainda sem título.

DP – Mande uma mensagem aos jovens que querem redigir.

ES – Que leia muito. Registre todos os seus momentos de lazer, estudo e trabalho. Um dia você poderá transformá-los em livros.

DP – Fale sobre as suas realizações uma vez que participante de tantos movimentos envolvendo a produção cultural e literária.

ES – Participo dos movimentos literários: Bienal do Livro de Itabaiana; Encontro de Escritores; O Jornalista vai à Escola e O redactor na livraria. E outros. Sou membro da Ateneu Literária de Sergipe – ACLS e do MAC – Movimento Cultural Antônio Garcia Fruto da Ateneu Sergipana de Letras e da Ateneu Lítero-Cultural de Sergipe, uma vez que já foi dito.

DP – Avalie momento crítico que atravessamos.

ES – Apesar de estarmos num tempo difícil, a produção de livros e as atividades literárias têm desenvolvido. Ultimamente surgiram novas academias em Aracaju e no interno do Estado e leste é um movimento cultural de suma valimento. Elas reúnem escritores, mesmo virtualmente, que publicam livros, fazem antologias, realizam concursos e descortinam um mundo novo e promissor para jovens estudantes em rincões onde o livro é um objeto vasqueiro. Graças ao semeador de academias, o incansável Domingos Pascoal, bem pela Ateneu Sergipana de Letras, esse momento crítico que atravessamos tem sido menos traumático.


O texto supra se trata da opinião do responsável e não representa o pensamento do Portal Infonet.

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