quinta-feira, julho 29, 2021

Estudantes da Uece demandam contratação de novos professores | Ceará – Últimas Notícias do Ceará

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Conforme a instituição, as carências em seus cursos de graduação são “históricas” (Foto: Fernanda Barros)

Estudantes da Universidade Estadual do Ceará (Uece) realizam petição para invocar atenção do governador Camilo Santana (PT) quanto à carência de professores e à valimento de novas contratações. Criada há duas semanas, a petição acumula mais de 2,3 milénio assinaturas. Segundo a descrição da página, a escassez de contratações acontece desde 2015, quando teria ocorrido o mais recente processo seletivo de docentes para a instituição.

A petição argumenta que, apesar do orçamento estadual devotado ao enfrentamento da pandemia de Covid-19, a Uece não pode tolerar “sucateamento”. Outros pontos de reflexão são a geração de dois novos cursos na Universidade Regional do Cariri (Urca) e a fenda de concursos para algumas forças armadas, para profissionais de saúde e para a Secretaria da Quinta (Sefaz). “É provável a realização. Sendo assim, é urgente concurso para professores na Uece”, lê-se no petição.

O movimento estudantil em procura de contratações integra muro de 80 representantes de todos os cursos da universidade, segundo Pedro Medeiros, estudante de Medicina na Uece. Ele explica que essa demanda existe há muitos anos e, devido a ela, “alunos se formam sem ter pretérito por algumas cadeiras”. Alguns dos docentes atuais, sob contratos temporários, atuam em disciplinas similares, mas de diferentes cursos. Outros, se sobrecarregam com o volume de demanda, ainda conforme Pedro.

“Eles não deixam de dar lição ou se comprometem com o nosso estágio. Porém, posteriormente o vencimento dos contratos, os alunos estarão prejudicados. É perceptível que vários desses professores estão sobrecarregados”, diz o aluno. Ele exemplifica a situação com o caso de uma professora que precisou assumir uma disciplina suplementar e apresentava cansaço. “Foi necessário, inclusive, cancelar duas vezes a lição, pois ela não tinha condições de ministrar”.

Em nota, a Uece declarou estar em discussão com o Governo do Estado quanto à realização de concurso público ainda neste ano. O objetivo, segundo a instituição, é repor 214 vagas de aposentadorias, exonerações e falecimentos de docentes. “A Uece acredita que o Governo irá autorizar a realização desse concurso ainda leste ano. Ou por outra, existem as tratativas para autorização de um segundo concurso público de docente para 2022”, afirmou.

Conforme a instituição, as carências em seus cursos de graduação são “históricas”. “Em alguns cursos, ainda não foi provável constituir a formação mínima de quantidade de docentes para a formação do colegiado”, explicou. Hoje, 397 professores temporários atuam de modo a “reduzir os danos da escassez de professores efetivos”. Ainda conforme a nota, contratações devem atender também potenciais novos cursos sendo estudados pela gestão estadual, os quais devem estabelecer campi em Canindé e Quixeramobim.

Para Pedro, a geração de novos cursos não deve ser pensada sem que antes haja melhoria nos existentes. Ele destaca que, em 2019, o curso de Medicina passou a ter novos estudantes semestralmente, em vez de anualmente, o que fez aumentar a demanda por professores. Segundo o estudante, esse é um dos problemas de maior valimento do que a geração de novas estruturas.

O POVO aguarda retorno de contato com a assessoria do governo estadual em procura de esclarecimentos sobre a situação relatada pelos estudantes da Uece.

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