quinta-feira, agosto 5, 2021

Ex-policial de SC larga a farda e fatura milhões com negócio próprio

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Um serviço fixo, numerário na conta e um sonho na cabeça. Assim estava a vida de Francis Ferlin em 2016. Nascido em Campo Erê, no Oeste de Santa Catarina, ele tinha completado uma dez porquê policial militar quando decidiu largar a farda. Raspou a conta bancária e se jogou de cabeça num negócio próprio. Hoje fatura milhões de reais com uma empresa de acessórios para celulares.

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Criado com a crença de que sucesso profissional estava atrelado a serviço no serviço público, Francis, de 38 anos, sempre teve veia criativa para o empreendedorismo. Quando jovem chegou a produzir eventos e desenvolver um jornal. Mas conforme a idade chegou, deixou a cidade pequena e foi fazer faculdade de Recta em Chapecó, onde mora atualmente.

Era a hora de seguir os ensinamentos dos pais e estudar para concursos. Ele se formou, ingressou na Polícia Militar e passou 10 anos servindo na corporação, mas o libido de ter a própria empresa nunca deixou de viver. E numa ida ao mercado, já casado e com a sonhada vida estabilizada que a família esperava, viu uma lojinha de itens para smartphones à venda.

A mão coçou e não deu outra. Os R$ 50 milénio guardados para quitar o apartamento dele e da esposa, uma veterinária, virou ingresso para comprar o negócio. Nem Francis nem Monique Berticelli tinham experiência de gestão. O marido pediu licença da PM e ela ficou em um dos dois empregos fixos que tinha na quadra. Assim conseguiram gerir a loja de acessórios para celular.

Deu tão claro que logo começaram a crescer.

— No final do ano que tínhamos comprado a primeira loja, em 2016, já abrimos a segunda. Foi muito rápido. Fizemos mudanças, colocamos nossa rostro. Aí procuramos estudar, nos sublimar e resolvemos perfurar a terceira, em 2019. Hoje a Itcase tem cinco anos — comemora o empresário.

Faturamento nas alturas

O potencial da empresa chamou atenção e um sócio de juntou ao parelha. Surgiram os pedidos para levar a marca a outros estados e decidiram portanto para a expansão com lojas próprias e entrar no universo das franquias. Quando estavam prontos para ir mais longe, surgiu o coronavírus. E foi no cenário que o negócio criado e requintado por Francis explodiu. 

Fecharam o ano pretérito com faturamento de R$ 2,2 milhões.

— Nós já tínhamos planejado tudo e veio a pandemia. Lógico que houve recuo para todo mundo, mas nós vimos porquê uma oportunidade. Porquê estávamos preparados, portanto alguns pontos que a gente nem imagina que conseguisse, por exemplo em shoppings onde outros negócios fecharam, foram surgindo. Pisamos no acelerador e saltamos de três para oito lojas próprias, muito em março de 2020 — conta.

> Asaas quer inflectir volume de negócios e planeja operar com empréstimos e financiamentos

Com a chegada de mais sócio, uma aceleradora entrou para o time e hoje a franquia conta com 12 lojas abertas, além de outras 18 vendidas em temporada de implantação. Tapume de 30% dos produtos comercializadas pela empresa carregam a marca e o design criado por Francis. Quem tem interesse em perfurar o negócio com o DNA catarinense precisa desembolsar a partir de R$ 90 milénio. Em 2021, a empresa deve movimentar R$ 6 milhões. E conforme o tempo passa, os planos se tornam ainda mais audaciosos.

— Queremos chegar ao final do ano com 70 lojas vendidas e aí a gente se torna o maior do Brasil no nosso segmento. E, nos próximos três anos, queremos chegar a 300. Essa é a nossa missão: pegar o primeiro lugar do país esse ano ainda e o top do ranking mundial em três anos — projeta Francis.

O susto no rosto de quem o viu largar a farda e a vida fixo rendeu ao empresário o título de louco da família. O pai hoje está tranquilo com a decisão do rebento. O que fez o negócio dar tão claro na visão do empreendedor, foi a crédito no projeto, seguida por preparação técnica e formação de uma equipe competente. Coligado a produtos diferenciados e bom atendimento, o sucesso chegou. 

Francis e a esposa junto com os dois sócios da empresa

(Foto: )

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