sexta-feira, junho 25, 2021

Falso ganhador de loteria que levou R$ 73 milhões da Caixa é réprobo no Tocantins | Tocantins

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A Justiça Federalista condenou Márcio Xavier de Lima e outras cinco pessoas por um golpe milionário contra uma dependência da Caixa Econômica Federalista de Tocantinópolis, no setentrião do estado, em dezembro de 2013. De congraçamento com o Ministério Público Federalista (MPF), Márcio Xavier se passou por ganhador da Lotofácil e conseguiu levar pouco mais de R$ 73 milhões do banco.

Ele teria tido a ajuda do logo gerente da dependência, Robson Pereira do Promanação para completar a fraude e de outras quatro pessoas para fazer a lavagem e ocultação do moeda. Os nomes dos outros condenados são Alberto Nunes Tugeiro Rebento, Antônio Rodrigues Rebento, Ernesto Vieira de Roble Neto e Talles Henrique de Freitas Cardoso. As penas de cada um variam de cinco a 13 anos de prisão e multas.

A resguardo de Robson Pereira do Promanação disse que já preparou o recurso contra a decisão. O G1 não conseguiu falar com os advogados dos demais condenados.

Um sétimo culpado da fraude, Paulo André Pinto Tugeiro acabou sendo inocentado. A Justiça entendeu que não havia provas do envolvimento dele. O MPF disse que vai recorrer para pedir penas maiores aos outros envolvidos e a revisão da decisão de remitir Paulo André Pinto.

Violação foi contra a Caixa Econômica Federalista na dependência de Tocantinópolis — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O golpe foi revelado durante a Operação Éskhara, da Polícia Federalista. A fraude teria levado três meses para ser arquitetada. O grupo apresentou uma Enunciação de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto) falsa ao banco. O documento é emitido pela Caixa quando será feito o pagamento de bilhete de loteria premiado.

Segundo o MPF, Márcio Xavier foi até a dependência e foi atendido pessoalmente por Robson, mesmo com ele estando de férias. O gerente usou as próprias senhas para acessar os sistemas do banco e recebeu o envelope com a DAPLoto falsa. O concurso referente ao prêmio foi realizado em 5 de dezembro de 2013.

O gerente teria simples uma conta com um nome falso para Márcio Xavier e realizado a transferência. Em seguida, foram feitas 15 novas operações para outras nove contas para tentar despistar a origem do moeda. Com a fraude, os criminosos teriam feito dezenas de transferências financeiras menores, comprado sete veículos zero km e até um avião para tentar ocultar o moeda.

Na era, a fraude foi considerada a maior da história da Caixa Econômica. O valor levado era o duplo de todo o orçamento do município onde o violação ocorreu naquele ano e a situação deixou os moradores indignados.

A resguardo de Robson Pereira do Promanação disse que já preparou o recurso, uma vez que o cliente fez colaboração premiada no processo e que não ficou satisfeita com o resultado do julgamento.

Os advogados que representam Antônio Rodrigues Rebento, Paulo André Pinto Tugeiro e Alberto Nunes Tugeiro Rebento não atenderam as ligações.

O G1 não consegui localizar a resguardo de Márcio Xavier de Lima, Talles Henrique de Freitas Cardoso e Ernesto Vieira de Roble Neto.

(Veja o vídeo com reportagem da era do violação aquém)

Moradores de Tocantinópolis estão revoltados com fraude da Caixa Econômica Federalista

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