quinta-feira, maio 6, 2021

Matrícula para concurso militar cresce com desemprego em subida

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A evolução no número de inscritos nos principais concursos do Tropa mostra potente reciprocidade com a subida do desemprego no Brasil.

As inscrições para a EsPCEx (Escola de Preparação dos Cadetes do Tropa) e para a ESA (Escola de Sargento das Armas) deram um salto em 2016, quando o percentual de pessoas desocupadas ultrapassou a barreira dos 10%, segundo dados do IBGE. A taxa terminou 2020 em 14,2%.

O ano de 2016 coincide com a permissão para que mulheres concorram nessas provas. Mas, mesmo excluindo as inscrições femininas, é verosímil verificar um potente aumento.

A EsPCEx teve 17.633 jovens inscritos em 2015 e 29.771 no ano seguinte, dos quais 22.064 homens. Foram mais de 40 milénio entre 2017 e 2020.

Na ESA, em 2001, foram 113 milénio homens disputando 1.480 vagas. O número caiu para 37.055 em 2006 e voltou a subir em 2019, para 118 milénio interessados –85 milénio para o concurso restrito masculino.

“Quando a gente entra em crise, a procura aumenta bastante. Os jovens procuram a segurança, bom salário, fora os benefícios”, diz Leonardo Chucrute, coordenador do curso preparatório Aprovação Virtual. Estudar no Tropa garante de subitâneo uma ajuda de dispêndio.

Na EsPCEx e na ESA, a ajuda é de R$ 1.199. O curso de um ano na EsPCEx é a porta de ingresso para a Aman, onde o jovem recebe soldo de R$ 1.334 até se tornar um solene, com salário inicial na mansão dos R$ 6.000.

A internet contribui para a procura, diz Gustavo Klauck, coordenador da Ateneu Pré-Militar, outro curso preparatório: “Tenho alunos até em aldeias indígenas”. Seu foca no ensino a intervalo.

O inventário militar obrigatório é também um meio de ingresso. Alan Amaral, 28, que há dez anos não tinha planos de estudo ou trabalho, viu no Tropa uma oportunidade.

“Acho que muita gente entra por isso. Começa a lucrar seu quantia com 17 e 18 anos, tem uma independência. Alguns têm um sonho, mas a maioria entra por isso”, disse ele.

Hoje, um recruta recebe soldo de R$ 1.078. Amaral foi selecionado para a Brigada Paraquedista e trabalhou um ano e meio na ocupação do Multíplice do Germânico, no Rio.

Ficou três anos no Tropa. Deixou a Força por decisão própria, cursou governo e hoje estuda gestão financeira enquanto trabalha uma vez que corretor de imóveis.

“Absorve coisas ruins do militarismo, mas o maduração também é tremendo. É muita disciplina. Não pode chegar cinco minutos moroso, não pode estar com a faceta de ontem, indisposto. Amadurece bastante”, diz.

O recruta selecionado no inventário obrigatório pode permanecer por até oito anos no Tropa. Mas pode ser dispensado por indisponibilidade de vagas.

Matheus Mendes, 23, dispensado três anos em seguida se relacionar, estuda para a prova da ESA para retornar aos quartéis.

“Sempre gostei por desculpa da disciplina, assistindo vídeos no YouTube. Achava muito versátil as formaturas”, diz ele, morador de Japeri, região metropolitana do Rio.

Fruto de doméstica e autônomo, vê no Tropa uma oportunidade de curso seguro, mais que entre os civis. IN






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