quinta-feira, maio 6, 2021

Mostra Brasília 61 celebra o cinema da capital da República – Escritório Brasília

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A mostra exibirá o curta Filhas de Lavadeiras, da diretora Edileuza Penha de Souza. O filme foi o vencedor na categoria melhor curta-documentário no festival É Tudo Verdade | Foto: Divulgação

Cidade vocacionada para a sétima arte, a capital federalista ganha em seu natalício de 61 anos uma mostra de cinema inédita on-line, que reúne filmes de clássicos a inéditos. A Mostra Brasília 61 integra o Festival Gira Cultura DF, que acontece a partir desta quarta-feira (21), e é uma iniciativa do Audiovisual da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Ao longo dos cinco dias de mostra serão apresentadas quatro sessões, disponíveis para o público gratuitamente por 24 horas, sempre a partir das 20h

A mostra reúne uma variação de produções com temática relacionadas a Brasília e ao Região Federalista. “Selecionamos filmes que revelam olhares sensíveis da contemporaneidade. Reunimos cá um conjunto de olhares que nos ajudam a refletir sobre o horizonte que desejamos erigir para Brasília e para o Brasil”, resume o gerente e programador do Cine Brasília, Rodrigo Torres, que assina a curadoria da mostra com Newton Lima.

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Ao longo dos cinco dias de mostra serão apresentadas quatro sessões, disponíveis para o público gratuitamente por 24 horas, sempre a partir das 20h. A exceção será para o longa-metragem Dulcina. O documentário de Glória Teixeira sobre a grande diva do teatro brasílio Dulcina de Moraes terá sua estreia pátrio na mostra, com exibição somente às 20h de quarta-feira (21).

Dulcina não é a única personalidade com estrita relação com a cidade homenageada a participar da mostra. Conceitualmente, já era um libido dos curadores traçar uma seleção que refletisse sobre a capital. “São filmes que falam de personalidades que ajudaram a erigir a história cultural da cidade, uma vez que o curta-metragem O Risco do Artista, que conta a história de Darlan Rosa, e o longa Dulcina, que nos traz a trajetória da atriz na geração do teatro e da faculdade que foram batizados com o seu nome em Brasília”, detalha Newton.

Na segunda sessão da mostra, a curadoria optou por voltar aos primórdios da capital, com imagens históricas, mas, também, desafiando o testemunha com exercícios de linguagem. “É uma sessão dedicada aos olhares contemporâneos sobre filmes produzidos no pretérito. Uma vez que essas obras são reativadas no presente?”, provoca Rodrigo Torres ao se referir a Paixão & Desamor (1966), primeiro longa-metragem de ficção rodado em Brasília. “Oriente é um filme digitalizado recentemente, que nos aponta para a pertinência da preservação de nossa memória audiovisual”, acrescenta.

Nesta mesma sessão, constam dois curtas-metragens domésticos, provenientes de acervos particulares. A intenção, diz Rodrigo, era evidenciar os olhares amadores sobre a cidade, os pontos de vista não-institucionais e não-profissionais sobre a capital. “Acreditamos que estas visões são também relevantes na construção do nosso imaginário simbólico sobre a capital. Perguntamo-nos também quais seriam os destinos destes importantes registros quando falamos de preservação da memória audiovisual”, justifica.

Pluralidade

A Mostra Brasília 61 também exibirá o curta Filhas de Lavadeiras, da diretora Edileuza Penha de Souza, inspirada na obra homônima da escritora e pedagoga Maria Helena Vargas. O filme foi o vencedor na categoria melhor curta-documentário no festival É Tudo Verdade (maior competição não ficcional da América Latina) e traz relatos de mulheres negras e a história de resistência empreendida nas vidas particulares delas.

Já o documentário Entorno da Formosura (ganhador do Prêmio Conterrâneos de melhor documentário no Festival de Brasília do Cinema Brasiliano de 2012) apresenta os bastidores dos concursos de miss realizado no Região Federalista. A diretora Dácia Ibiapina lança um olhar pessoal para as belezas, contrastes e o cotidiano do Entorno do DF.

No último dia da mostra o público poderá presenciar ao curta de ficção O Mistério da Mesocarpo, de Rafaela Camelo, que aborda o cotidiano de meninas de uma escola cristã tomadas por vaidade, desejos e pela sexualidade recém-descoberta. O filme foi selecionado para integrar a seção de curtas internacionais (International Narrative Short Films) do Festival de Sundance em 2019.

Junto com O Mistério da Mesocarpo, será exibido no último dia da mostra o longa-metragem Maria Luíza, do diretor Marcelo Diaz, depois de circundar e ocupar prêmios em diversos festivais. Trata-se da história da personagem-título, que é a primeira militar reconhecida uma vez que transsexual na história das Forças Armadas no Brasil.

Mesas Gira

Idealizada pelo gerente do Cine Brasília, Rodrigo Torres, a Mostra Brasília 61 terá os debates ao vivo sendo transmitidos pelo Via do YouTube da Secretaria. “Vamos debater o curta e o longa do dia anterior de forma a pensar o cinema uma vez que uma arte mobilizadora”, conta Rodrigo Torres. As mesas do Gira contam com convidados uma vez que a cineasta Glória Teixeira e a atriz Françoise Forton.

Programação

Dia 22, às 15h – Mesa Gira

Mostra Brasília 61 – Dulcina e Darlan

Debate com realizadores e convidados acerca dos processos de geração das obras documentais sobre duas ilustres personalidades de Brasília, Dulcina de Moraes e Darlan Rosa.

Mediação: Rodrigo Torres (Cine Brasília)

Debate sobre os filmes exibidos

Com Roberto Seabra (diretor de O Risco do Artista), Darlan Rosa (artista), Glória Teixeira (diretora do Dulcina), Françoise Forton e Úrsula Ramos (atrizes).

 

Dia 23, às 15h – Mesa Gira

Mostra Brasília 61 – Olhares Femininos no Cinema Documental.

Mediação: Érika Bauer (UnB)

Com Dácia Ibiapina (diretora de Entorno da Formosura), Ruth Maranhão (produtora executiva Filhas de Lavadeiras) e Ivonete dos Santos (atriz).

 

Dia 24, às 15h – Mesa Gira

Mostra Brasília 61 – Memória Audiovisual

Debate sobre a preservação da memória audiovisual do Região Federalista. Estudo do processo de digitalização do primeiro longa-metragem de ficção filmado na capital e sobre os destinos das produções de filmes domésticos

Mediação: Rodrigo Torres (Cine Brasília)

Com Rafael de Luna (professor da Universidade Federalista Fluminense) e Lila Foster (pesquisadora da Universidade de Brasília).

 

Dia 25, às 15h – Mesa Gira

Mostra Brasília 61 – Cinema e gênero

Debate com os realizadores em torno da temática identidade de gênero.

Mediação: Tânia Montoro (UnB)

Com Rafaela Camelo (cineasta de Mistério da Mesocarpo), Marcelo Diaz (cineasta de Maria Luiza) e Maria Luiza (mulher militar da Aviação).

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec)

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