quinta-feira, maio 6, 2021

MPF investiga suposta discriminação racial em concurso da UFS – Infonet – O que é notícia em Sergipe

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A universidade tem prazo de cinco dias para dar resposta ao MPF (Foto: registo Portal Infonet)

O Ministério Público Federalista em Sergipe (MPF/SE) instaurou nesta terça, 04, investigação sobre a suposta prática de discriminação racial na nomeação de candidato sancionado em concurso para professor do Departamento de Recta da Universidade Federalista de Sergipe (UFS).

Segundo denúncias que chegaram ao conhecimento do MPF, o candidato sancionado teria sido preterido em obséquio da remoção de outro professor, em suposta violação às normas que regem os concursos públicos e em alegada dissonância com os entendimentos anteriormente adotados pelo Departamento em casos similares.

Também nesta terça foram enviados ofícios ao Reitor, ao Encarregado do Departamento de Recta, e ao Juízo Departamental de Recta da UFS solicitando esclarecimentos sobre a inicial convocação do candidato sancionado no concurso público Ilzver de Matos Oliveira e a ulterior decisão de início de edital de remoção para preenchimento da vaga.

A universidade tem prazo de cinco dias para dar resposta ao MPF.

UFS

A UFS informou que recebeu os ofícios endereçados ao reitor, ao superintendente do Departamento de Recta e ao Juízo Departamental de Recta, e que prestará os devidos esclarecimentos solicitados pelo Ministério Público Federalista (MPF/SE). Segundo a UFS, o processo para provimento de vaga de professor no Departamento de Recta (DDI) ainda está em curso, dessa forma não há decisão final de quem ocupará ou não a vaga.

Ainda de convénio com a UFS, no dia 28 de abril de 2021, o parecer do departamento decidiu em reunião pela início do edital de remoção interna, e que a exigência para tal edital seria para professor doutor. Essa decisão ainda é passível de recurso e que a remoção interna não significa o preenchimento da vaga por um servidor específico.

A UFS explicou também que no tocante às acusações de racismo e de intolerância religiosa, o Departamento de Recta declara que o tratamento do caso ocorreu de forma estritamente jurídica, sem levantamento de qualquer sintoma de discriminação em nenhuma das reuniões. O candidato participou de todas as discussões no contexto do departamento e sempre foi tratado de forma respeitosa por todos os colegas. A UFS se mantém firme no seu papel social e em nenhum momento coaduna com qualquer ato que venha a se caracterizar porquê discriminação de qualquer natureza.

Nascente: MPF/SE

A material foi alterada às 16h22 para acréscimo de nota enviada pela UFS.

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