quarta-feira, maio 5, 2021

Operação Reconhecimento: O que fazem os Papiloscopistas? – Conexão Tocantins

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Quando o tema é identificação humana, eles atuam
diretamente com as impressões digitais e com a face. Pode ser que você ainda
não conheça essa função, mas carrega o trabalho desses profissionais em seu
rosto, mãos e pés. Hoje, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins
(Sinpol-TO) vem esclarecer as atribuições e homenagear nascente missão tão
importante desempenhado pelos Papiloscopistas da Polícia Social do
Tocantins.

As atribuições deste missão são determinadas pela Lei 1.545,
de 30 de dezembro de 2004, que estabelece que o Papiloscopista deva realizar a
identificação humana através das biometrias da face e das impressões digitais,
atuando em duas grandes áreas: a social responsável por exprimir as
carteiras de identidades e certidões de antecedentes criminais à população
e a criminal que atua em locais de crimes no levantamento de
vestígios de fragmentos papilares, na procura ativa de desaparecidos,
identificação de cadáveres ignorados, desempenha a representação facial humana,
confeccionando retrato falado, verificação facial humana, projeções de
rejuvenescimento, envelhecimento e de disfarces; entre outras ocupações.

E o que é preciso para se tornar um Papiloscopista?

No Tocantins, nascente missão é previsto na Lei nº 3.461, de 25
de abril de 2019 que dispõe sobre o Regime dos Servidores da Polícia Social do
Estado do Tocantins. Para a investidura na função de Papiloscopista é
necessário curso superior (em qualquer extensão) e a aprovação no curso técnico
profissional e em todas as fases submetidas por concurso público.

Paixão pela profissão

Lotada na Diretoria de Papiloscopia, desde 2003, em Palmas,
ano em que ingressou na PC/TO, Elaine da Silva Monteiro Tonon, que hoje ocupa o
missão de Supervisora de Identificação, afirma ser completamente apaixonada pela
profissão e se tivesse que escolher novamente tomaria a mesma decisão, pois
segundo ela, a Papiloscopia é a ciência que permite trazer cidadania às pessoas
e prometer os direitos civis através da identificação humana.

Ao relatar a sua história no missão, Elaine destaca um
momento que foi divisor de águas: ao assumir a Supervisão de Identificação.
“Junto com a equipe de Papiloscopistas pudemos ter resultados notórios na extensão
término da Papiloscopia, uma vez que o aumento de laudos positivados em casos de
repercussão. Ver o nosso trabalho ser resolutivo na prática, atendendo de trajo
a sociedade é um pouco que nos motiva a cada dia, não tem zero mais emocionante do
que dar a resposta à família que procura alguém sumido ou quando a perícia
papiloscópica aponta a autoria de um delito”, afirma.

Ela ainda reconhece que apesar dos percalços, o trabalho da
PC/TO avança e tem se engrandecido. “A Polícia Social continua tendo valor
primordial, visto que é a primeira garantidora dos direitos humanos, em
próprio no nosso Estado, a Polícia Social é guerreira, mesmo em situações de
recursos escassos, se reinventa e atua com brilhantismo, buscando sempre
apresentar os melhores resultados para a sociedade tocantinense”, conclui
Elaine.

Um trabalho que requer reciprocidade

Caroline de Oliveira Lemos Boaventura Mota também é
Papiloscopista, lotada no 2° Núcleo Regional de Papiloscopia, em Araguaína. No
início da curso profissional, em 2009, atuou em Gurupi, e em 2018 foi
transferida para o Setentrião do estado. A escolha pela profissão veio em seguida a
graduação e o que ela mais admira na sua função é por ser um meio eficiente de
elucidar autorias de crimes.

Segundo Caroline, para inferir bons resultados, a profissão
requer parceria. “O companheirismo, saudação e amizade contam muito em todos os
locais de trabalho, mas acredito que na nossa profissão, sendo Policiais e
plantonistas, a ajuda e sustento reciprocamente são imprescindíveis. Um trabalho
individualizado não leva a resultados satisfatórios”, considera.

Ela ainda acrescenta fatores fundamentais que resultaram em
motivação durante a curso profissional.  “O momento mais motivador
durante todos esses anos foi principiar a ter laudos positivos de autorias em
locais de crimes, que só foi verosímil através do trabalho em equipe feito pelo
Núcleo de Papiloscopia de Araguaína e do aprimoramento dos meios tecnológicos
de verificação de impressões digitais”, relembra Caroline.

Para a presidente do Sinpol-TO, Suzi Francisca, “a
responsabilidade que esses profissionais possuem é indispensável para a
sociedade. Caso contrário, se não existe a Papiloscopia, uma vez que teríamos
identificação? Uma vez que a identidade dos criminosos seria invenção? A quem as
famílias recorreriam sobre o desaparecimento dos seus entes queridos? Essa
profissão, assim uma vez que as demais da Polícia Social, merece o devido reconhecimento
pela vantagem e prontidão em atender as necessidades da população”, disse
Suzi.

Inovação: Novidade identidade

E o trabalho da Papiloscopia, no Tocantins, segue inovando e
garantindo melhorias à população. Recentemente, no último dia 06 de abril,
durante a live do lançamento do edital da Segurança Pública para implantação de
Núcleos de Atendimento da Polícia Social e/ou de Núcleos de Identificação Social nos
municípios foi apresentado o novo protótipo da Carteira de Identidade ou Registro
Universal (RG), que já está sendo emitido pelo Instituto de Identificação do
Tocantins e seus núcleos regionais.

Esse protótipo inclui meios inovadores para prometer a
autenticidade do documento. Além de ser totalmente gratuita a emissão da
primeira via, nesta identidade, o cidadão pode inserir informações muito uma vez que,
tipo sanguíneo, nome social, número do título de votante, da carteira pátrio
de habilitação; da carteira de trabalho; do cartão pátrio de saúde; do
certificado de serviço militar e informar se é pessoa com deficiência (PcD).

Segundo informações da Secretaria de Segurança
Pública do Tocantins (SSP/TO), o novo protótipo segue o padrão pátrio,
estabelecido pelo Decreto Federalista nº 9.278/18, que estipulou o cumprimento a
partir de 1º de março de 2021, tendo prorrogado o prazo para 1º de março de
2022 (Decreto Federalista nº 10.636/21).

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