Pandemia impulsiona procura por vagas no serviço público uma vez que selecção ao desemprego

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Desde que a covid-19 aportou no Brasil, a economia sofreu uma brusca paralisação causada pelos efeitos do vírus, que foram além da saúde. Isso afetou milhões de brasileiros, sobretudo aqueles que logo foram dispensados de seus postos com a chegada da pandemia. Além desse grupo, os mais jovens, que se viram perdidos na tentativa de encontrar a primeira oportunidade profissional em meio a um cenário sem perspectivas de prolongamento no pequeno prazo.

A falta de oportunidades ou o vislumbre de um horizonte não muito favorável tem mudado o comportamento de diversas pessoas, que estão procurando no serviço público uma saída para um mercado de trabalho que não consegue chupar a mão de obra disponível, principalmente quem tem pouca ou nenhuma experiência profissional, formado majoritariamente pelos mais jovens. Essa veras já pode ser percebida em levantamentos realizados no Brasil. Segundo a Google, os jovens já representam a maioria dos candidatos a uma vaga no serviço público no país. A fita etária entre 18 e 24 representa 27% dos ‘concurseiros’; e aqueles com 25 a 34 anos somam 37%.

Rudi Moraes, 26, faz secção do segundo grupo. Sem conseguir trabalho desde que saiu da faculdade em 2019, ele tem se devotado aos certames e espera ser validado na prova do Banco do Brasil. “Passei um bom tempo todo me preparando para diversos concursos, mas sem deixar de buscar trabalho no setor privado, mas agora já não tenho mais esperanças de ser contratado por empresas, por isso estou focado 100% nos concursos”, conta ele.

Aumento da concorrência

Rita Pedrosa – Economista – ACERVO PESSOAL

A Associação Vernáculo de Proteção e Espeque aos Concursos (Anpac) também tem notado essa tendência, segundo a entidade houve um aumento de 40% entre 2016 e maio de 2021 de pessoas que declararam estudar para concursos públicos. “Os mais jovens sentem pânico em chegar aos 30 anos sem uma experiência profissional significativa. A vaga em um incumbência público é uma oportunidade para conseguir uma curso com firmeza, qualidade e boa remuneração. Estrear a trabalhar já conseguindo esses benefícios faz toda a diferença no início da curso”, explica a economista Rita Pedrosa, professora da Estácio e consultora empresarial.

Para não sofrerem com o que os economistas chamam de ‘efeito cicatriz’ – quando severas crises econômicas afetam negativamente o progresso na curso dos mais jovens -, o momento pode ser oportuno para repensar o projecto de curso. Porquê muitas pessoas cresceram com a teoria de que terminando o Ensino Médio, o próximo passo seria entrar no Ensino Superior para atuar numa espaço especializada da iniciativa privada, o primeiro passo seria desconstruir esse raciocínio.

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MUDANÇA DE CARREIRA | Joebson Oliveira, consultor de recursos humanos e coordenador do Núcleo de Carreiras do Unit-PE – DIVULGAÇÃO

O coordenador do Núcleo de Carreiras da Unit-PE, Joebson Oliveira explica que ter uma única opção de curso pode gerar frustrações no horizonte, caso ela não se realize. Por isso, é importante considerar outras áreas. “O serviço militar, por exemplo, é historicamente publicado por ser um lugar onde muitas pessoas ascendem social e economicamente. Ou por outra, o investimento nas Forças Amadas tem sido recorrente no atual governo, sendo uma chance para quem quer ingressar em um primeiro trabalho”, diz. 

Porquê se preparar

Para quem gostaria de planejar sua ingresso na gestão pública, o coordenador explica que alguns passos são essenciais antes mesmo de estrear os estudos. A primeira coisa que o estudante deve saber é qual a curso que ele pretende seguir, e se destinar a passar em concursos relacionados a ela. “Tendo em mente a espaço escolhida, fica mais fácil examinar quais conteúdos são os mais requisitados nos exames. Isso otimiza o tempo de estudo do aluno”, explica Rita. Segundo ela, é prejudicial para o aluno destinar seu tempo estudando para duas áreas diferentes, uma vez que policial e administrativa, por exemplo.

Em seguida definir o objetivo e iniciar de trajo os estudos, o coordenador aconselha destinar a maior secção do tempo em aprender os conteúdos que são também cobrados em exames de uma mesma espaço. “Independentemente dos anos em que são realizados, os exames cobram os mesmos assuntos com certa frequência”, afirma o professor Joebson. Para isso, o candidato pode examinar os editais de concursos antigos e saber quais temas ele deve destinar maior esforço.

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Rita Pedrosa – Economista – FOTO:ACERVO PESSOAL
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Rudi, 26 anos, concurseiro – FOTO:ACERVO PESSOAL
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Independentemente dos anos em que são realizados, os exames cobram os mesmos assuntos com certa frequência”, afirma Joebson Oliveira, consultor de recursos humanos e coordenador do Núcleo de Carreiras do Unit-PE – FOTO:DIVULGAÇÃO

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