PL quer vedar em ensino e concursos o uso de flexões de palavras para gênero neutro

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Poderá ser proibida a utilização de novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa pelas instituições de ensino e bancas examinadoras de seleções e concursos públicos no estado de Mato Grosso do Sul, caso o Projeto de Lei 212/2021, seja confirmado na Plenário Legislativa.

A proposta começou a tramitar nesta segunda-feira (12) e foi apresentada pelo deputado Marcio Fernandes (MDB), com o objetivo de vedar “o ocupação de linguagem que, corrompendo as regras gramaticais, pretenda se referir a gênero neutro, inexistente na língua portuguesa”.

Ainda de concórdia com a proposta, a vedação, se aprovada, será válida às instituições tanto públicas quanto privadas, independentemente do nível de atuação, muito uma vez que a bancas examinadoras de seleções e concursos públicos que queiram inovar, em seus currículos escolares e em editais, novas formas de flexão de gênero e de número das palavras da língua portuguesa, “em obstáculo às regras gramaticais consolidadas e nacionalmente ensinadas”.

O deputado explicou na justificativa do projeto que “na língua de uma pátria zero se acresce pelo uso da força ou do enviesamento políticoideológico e que o projeto é em resposta a tentativas isoladas de impor uma visão linguística que reconheceria no português um terceiro gênero”.

“A chamada linguagem neutra é uma teoria defendida por alguns grupos que afirmam que a língua portuguesa é preconceituosa e machista. Assim, os militantes visam uma mudança radical na norma culta do português. Por exemplo, palavras uma vez que “todos” ou “todas” são substituídas por “todes” ou “todx”. Pronomes uma vez que “dele” ou “dela” são substituídos por “dili” ou “delx”. Ou seja, a prática visa usar palavras neutras, nem masculinas nem femininas. Essa é uma visão distorcida da veras e que somente provocará caos largo e generalizado nos conceitos linguísticos. Não há uma vez que se falar em mudar toda uma estrutura de linguagem em um país onde a cada ano aumenta o número de crianças e adolescentes analfabetos”, justificou o deputado Marcio Fernandes.

Confira o projeto na íntegra e sua tramitação clicando cá. A proposta agora segue para estudo da Percentagem de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

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