terça-feira, abril 20, 2021

Policiais femininas: histrias de mulheres que comearam a curso militar

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As mulheres conseguiram o recta de ingressar na Polcia Militar do Esprito Santo (PMES) h 37 anos, modificando muro de 149 anos da histria da Corporao. De l para c, elas alcanaram diversas patentes, passando por aspirante, tenente, capito, at chegar na mais subida, a de coronel. Hoje em dia, elas ocupam muro de 14% dos cargos e esto presentes em diversos setores.
 
O primeiro concurso no Esprito Santo surgiu em 1983, 51 anos aps a conquista do primeiro voto feminino e foi um dos primeiros estados a autorizar que mulheres pudessem seguir esse tipo de profisso. Foram 67 policiais femininas que ingressaram na Companhia de Polcia Feminina. Naquela poca, elas desempenhavam papis especficos, atuando em aeroportos, rodovirias e praas.  
 
J o primeiro concurso para oficiais comeou em 1987, em Prado, Minas Gerais, e, quando as mulheres capixabas voltaram, em 1989, a Companhia de Polcia Feminina foi extinta. A partir da elas comearam a ocupar diversos outros setores que, at ento, eram compostos unicamente por homens, uma vez que os Batalhes, as Companhias Independentes, as unidades especializadas uma vez que Batalho de Polcia de Trnsito (BPTran), o Batalho de Polcia Ambiental (BPAmb) e, tambm, na Margem de Msica da PMES. Nos concursos atuais, no h separao de gnero.  
 
De sargento a coronel
 
Entre as pioneiras da turma estava Snia do Carmo Grobeiro, na poca com 18 anos. Ela, que veio de famlia humilde e com muitos irmos do municpio de Resplendor, em Minas Gerais, viu no concurso uma forma de ajudar os familiares. 

 
Ela dedicou 37 anos Corporao e atuou em diversos setores uma vez que a Corregedoria, o BPTran, a Liceu da Polcia Militar, entre outros. Mas, s em 2010 que alcanou sua maior patente, se tornando tenente-coronel e comandando o 4 Batalho da Polcia Militar, em Vila Velha. Sendo a primeira mulher a assumir um incumbência uma vez que esse. 
 
“Quando eu assumi o comando, busquei permanecer mais prxima da comunidade. Participava de diversas reunies com os moradores e tambm com outros servios de segurana pblica, uma vez que a prefeitura e a Polcia Social. Com isso, consegui um resultado satisfatrio quando sa do batalho. Fechei minha curso com chave de ouro”, disse. 
 
Durante a curso, ela fez diversas especializaes na rea de segurana pblica, fazendo mestrado e doutorado. Se tornou coronel em 2013, antes de ir para suplente e, hoje em dia, atua no Parecer da Caixa Beneficente da PM, sendo a nica mulher.
 
Combatendo a violncia com a msica 
 
Quando estava no quarto perodo de bacharelado em msica na Faculdade de Msica do Esprito Santo (Fames), a subtenente Larissa Muniz, de 44 anos, teve um sonho: entrar no Corpo Músico da PMES.

 
O ano era 1999 e foi o primeiro concurso que permitiu que mulheres entrassem na filarmónica. Ela, que possui 22 anos de curso, j participou de diversos eventos dentro e fora do Estado. Em 2008, tocou uma vez que flautista junto com a filarmónica na International Beatle Week, em Liverpool, Inglaterra. A filarmónica foi convidada e foi o primeiro evento internacional dela.
 
A subtenente refora que, entre as aes, tambm tem a responsabilidade social, j que a filarmónica toca em terminais, ruas e em escolas. “Vamos em escolas que esto em reas de vulnerabilidade social. As crianas que geralmente veem a PM de maneira ostensiva, acabam vendo um outro lado, entendendo que estamos l para defend-las. Muitas, ainda, comeam a ter vontade de seguir a profisso”, contou.
 
Atualmente, a subtenente est na rea administrativa do Corpo Músico da PM.
 
Mulher no patrulhamento ostensivo
 
Entre as oito mulheres que atuam na Companhia Independente de Operaes com Ces (Cioc), est a cabo Ravena Lahass, de 28 anos. Ela, que ingressou na Corporao em 2013, atua no peloto operacional da Cioc, realizando treinamento e patrulhamento com os ces em toda a Grande Vitria e em algumas operaes no interno do Estado.

 
Durante o patrulhamento, a cabo fica com o K9, co Eudis, e realiza, junto com outros militares, buscas por materiais ilcitos, uma vez que armas e drogas. E, quando no est pelas ruas, ajuda os policiais que ainda no possuem o curso necessrio para atuar com os ces. “Durante o treinamento, eu participo auxiliando os militares, corrigindo a postura, mostrando uma vez que tem que conduzir o co e mostrando outras tcnicas”, pontuou.
 
A cabo conta ainda sobre a variedade do trabalho feminino da Polcia Militar, inclusive na Cioc. “Vejo a importncia da mulher no servio policial justamente pela competncia que temos”, disse.
 
Sonho de infncia
 
Desde quando era criana, a aluna soldado Sabrina Abreu Batista, de 25 anos, teve o pai uma vez que inspirao. Ela o via chegando em vivenda fardado e sentia o orgulho que o sargento tinha da profisso. Por isso, ela quis prestar o concurso para ser militar. 

 
“Foi meu primeiro concurso e foi bastante reptador, mas eu tinha meu pai me dando pedestal”, contou.
 
A aluna soldado comeou a curso militar pensando em atuar na rea administrativa e no patrulhamento. No momento, ela est fazendo o curso e deve comear a atuar no ano que vem e, por ter conseguido entrar na Corporao, acredita que as mulheres tm papis importantes na Polcia.
 
“Ns uma vez que mulheres temos capacidade de organizao e execuo da mesma forma que os homens. O envolvente militar tambm para mulher”, frisou.
 
Mulheres na PM
 
O efetivo de policiais femininas no Esprito Santo formado por 1.165 mulheres (incluindo os Alunos em Formao), o que corresponde a 14% do efetivo totalidade.
 
Atualmente, existem 98 Oficiais Femininas que ocupam diversas funes de comando no mbito da instituio, uma vez que Assessorias, Comandamento de Cias, Chefia de Sees e Subsees, entre outras.

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