segunda-feira, junho 14, 2021

Solicitador passa em concurso posteriormente os 50 anos e trava guerra judicial para continuar no missão no AC | Acre

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Debutar uma faculdade aos 45 anos e resolver aos 50 percorrer detrás de um sonho, mudando de curso e mergulhando no universo de concurso, apostando basta em se tornar procurador de Polícia Social. Esse é um resumo da vida do procurador Judson Barros, atualmente, com 56 anos e empossado na Polícia Social do Acre há um ano.

Atualmente, mesmo empossado, Barros trava uma guerra judicial contra o governo do Acre. Isso porque o Estado alega que ele é velho demais para o missão. É que no Acre, a idade máxima para assumir qualquer missão na Polícia Social é de até 50 anos até a data da letreiro e Judson passou no concurso com 51.

O procurador tomou posse no ano pretérito, quando houve o convocação dos aprovados no concurso. Segundo ele, ainda na ateneu – uma das últimas fases do concurso – precisou recorrer à Justiça para se manter no missão.

“Entrei na Justiça para terminar o concurso e tomar posse, porque na quadra da posse, me ligaram um dia antes e avisaram que eu não seria empossado. Sem documento, nem zero, só me ligaram. A advogada entrou com ação e o juiz decidiu que eu tinha que tomar posse”, conta.

O processo ainda segue na Justiça sem uma decisão definitiva. O G1 pediu um posicionamento do governo através da porta-voz, Mirla Miranda, e aguarda resposta.

Barros conta ainda que mandou cartas tanto ao governador Gladson Cameli porquê ao presidente Jair Bolsonaro explicando a situação em que se encontra e pedindo que o processo fosse extinto.

“Na lei do Acre tem um limite de 50 anos para treino dentro da Polícia Social, independente do missão. Mas, a situação é que há uma jurisprudência já consolidada no sentido de que o missão do procurador de polícia é um missão de natureza jurídica e não tem por que limitar a idade. O Acre e o Piauí são os únicos que ainda mantêm essa preceito de idade”, destaca.

Processo corre na Justiça do Acre para que procurador não perdida o missão — Foto: Registo pessoal

Nascido em Carolina (MA), o procurador morou em Uruçuí (PI) e depois em Teresina (PI). Além de recta, ele também é formado em ensino física. No campo jurídico ainda é rabino em recta ambiental e políticas públicas. Antes de ser procurador, ele exerceu cargos de bancário, comentador do Ministério Público do Amapá, onde foi também professor de recta ambiental da universidade do estado e comentador também da Defensoria Pública da União.

Depois de formar em recta, o procurador fez cinco concursos em um ano e meio, passando para procurador nos estados do Acre e Piauí.

“Comecei a fazer concursos para procurador depois dos 50 anos.O que eu questiono é para que o procurador precisa ter uma requisito física, se ele está dentro da delegacia fazendo trabalhos mais burocráticos, porquê representação. Para mandados de procura e mortificação existem os agentes, evidente que se o procurador quiser e puder, ele acompanha as operações, mas a origem da curso é o conhecimento político para desenvolver ações na delegacia para prometer direitos humanos que reconheça o recta de quem foi recluso”, destaca.

Atualmente, o procurador está trabalhando na 1ª Regional, em Rio Branco. Ele diz ainda que acredita que a Justiça vai estar ao seu lado e que não perderá o missão de procurador.

“A gente está pronto para enfrentar isso. Que história é essa de que porque é velho não pode ser procurador. Estou muito tranquilo, acho que a possibilidade de o Estado conseguir virar isso é muito pequena”, diz.

Ele diz ainda que passou no concurso aos 51 e terminou todo o processo, incluindo ateneu, com 54. Aos 55 foi empossado.

Livro conta a trajetória do procurador que passou no concurso com mais de 50 anos — Foto: Registo pessoal

No último dia 19, o procurador lançou o livro “Depois dos 45, na prorrogação”, onde conta toda sua trajetória. Fruto de pais humildes do Nordeste do Brasil, Barros conta que sempre viu nos estudos a saída para mudar de vida.

A narrativa do livro segue porquê se fosse um jogo da vida real e o título faz referência à idade em que decidiu fazer recta e mudar de ramo.

Em um trecho do livro ele destaca: “Resolvi o jogo depois dos 45, na prorrogação. Me formei em recta e entrei no campo do concurso, altamente competitivo. Aos 55 anos, estava confirmado em dois concursos para procurador de Polícia Social do Piauí e do Acre, onde atualmente exerço o missão. Os dois estados tentaram de todas as formas me expulsar do concurso alegando que eu já era velho, mas o Judiciário decidiu favorável ao meu recta,” lembra.

O procurador destaca que o livro não traz fórmula mágica de porquê passar no concurso, mas conta a história dele, rebento de lavrador, que viu na Ensino uma forma de mudar o rumo da vida mesmo aos 45 anos, quando enfrentou uma faculdade.

“O livro é uma narrativa de alguém que disse aos 52 anos que ia percorrer detrás do sonho, porque eu acho que é verosímil e porque eu sou capaz. O livro é isso, não é um auto-ajuda, não tem dizendo zero de porquê faz. No meu livro eu raconto uma história de alguém que teve que mudar de comportamento para mudar de vida, entrar numa faculdade aos 45 anos no momento em que acreditam que você não é mais capaz de fazer muita coisa”, destaca.

Casado e pai de três filhos, ele esmiúça porquê foi sua trajetória e porquê tem sido a guerra judicial para se manter no missão que é seu por recta.

“Isso tudo eu fiz cuidando de morada, cuidando da minha filha, que na quadra tinha seis meses de vida. Eu consegui, porque me propus a fazer e me dediquei para fazer muito feito. O livro é um jogo, quero mostrar que a minha requisito, de onde eu nasci, não pode ser um limitador de sonhos. Porque me diziam que, com minhas condições materiais, o sumo que eu conseguiria ser era lavrador, porquê meu pai, mas eu sabia que eu podia chegar a qualquer lugar. Isso porque acredito que estudar é a saída para todas essas limitações que tive na minha existência e minha requisito não podia limitar minha vontades”, finaliza.

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