quinta-feira, julho 29, 2021

USP concede título póstumo de Doutor Honoris Desculpa a Luiz Gama

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A Universidade de São Paulo (USP) concedeu o título póstumo de Doutor Honoris Desculpa a Luiz Gonzaga Pinto da Gama (1830-1882), um intelectual preto que lutou pelo abolicionismo no Brasil durante o século XIX.

A licença aprovada pelo Parecer Universitário da USP na última terça-feira, dia 29 de junho, é um marco porque, desde sua geração, é a primeira vez que o título de Doutor Honoris Desculpa é outorgado a um brasílio preto.

Proposto pela Congregação da Escola de Comunicações e Artes (ECA), o título teve aprovação por unanimidade, em reunião virtual do Parecer. Na ocasião, o reitor da USP, Vahan Agopyan, celebrou o título: “Oriente é um dia marcante para celebrarmos leste grande brasílio. A Universidade de São Paulo se sente muito honrada em poder conceder leste título a Luiz Gama”, afirmou o reitor. 

Quem foi Luiz Gama?

Nascido em 1830, em Salvador (BA), Gama era rebento de um fidalgo português com Luiza Mahín, africana livre da Costa Mina que teve papel de destaque em levantes dos escravos na Bahia no início do século XIX contra a escravidão.

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Luiz Gama nasceu porquê um varão livre, mas o seu pai o vendeu quando ele tinha 10 anos. Em seguida a venda, levaram Luiz Gama para São Paulo e lá ele aprendeu a ler a grafar. Aos 17 anos, Gama conseguiu a sua liberdade judicialmente. 

Posteriormente, ele tentou ingressar na Faculdade de Recta do Largo São Francisco, que atualmente é da USP, mas não foi aceito. Ainda assim, ele frequentou diversas aulas de forma não solene e acessava os livros da livraria. Foi desse modo que conseguiu conhecimento para defender em prol de escravos em procura de sua libertação.

Gama atuou porquê jurisperito, jornalista e foi também um grande poeta do seu tempo. Apesar de seu papel de destaque no Romantismo e no jornalismo, sua principal atuação foi porquê libertador. Segundo ele, o seu sonho era viver em um país “sem reis e sem escravos”.

O intelectual faleceu aos 52 anos, em 1882, antes da assinatura da Lei Áurea, que foi em 1888. Até hoje o seu trabalho em prol da libertação é reconhecido, tenho ele recebido título póstumo de jurisperito pela OAB, em 2015. Em 2018,  Luiz Gama foi enunciado por lei porquê patrono da anulação da escravidão no Brasil.

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