terça-feira, junho 15, 2021

“Vivendo o que sempre sonhei”, diz trans que vai simbolizar o AC em concurso pátrio

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Moradora do bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, Vitória Bogéa, de 19 anos, já está se preparando para o Miss Venustidade Trans Brasil 2022, concurso pátrio em que ela vai participar porquê a representante do Acre.

O concurso, que acontece em São Paulo, está previsto para ser realizado em julho, mas ainda sem data confirmada. A acreana foi eleita Miss Venustidade T. Acre 2021 e conta com C.E.Y produções em sua missão rumo ao pátrio.

Foi a primeira vez que Natalie teve a oportunidade de participar de um evento de venustidade, mas o sonho vem de anos. A miss ainda deixa uma mensagem para quem pretender ingressar no mundo das misses: “Já tentei diversas vezes disputar em concursos, mas nem sempre obtive bons resultados, o meu diferencial foi persistir e hoje estou vivendo o que sempre sonhei. Acredite no seu propósito, as vezes o seu sonho pode demorar, mas ele há de se realizar!”

Vitória é maquiadora e cabelereira no Svim – Instituto de venustidade, que fica localizado no shopping acreano. Questionada sobre base e oportunidades no Acre, a miss desabafou: “O nosso estado é muito moroso no quesito inclusão de LGBT’s. Sempre falei muito sobre oportunidades em meio a concursos de venustidade, por exemplo. Me via excluída do meio por não poder concorrer por ser trans, e também, por não possuir concurso na minha categoria.

Falei, levei as minhas redes sociais, até que foi criado o primeiro concurso inclusivo do Acre, o qual fui embaixadora, o Miss LGBTQIA+ da C.E.Y produções. Porém é uma luta que deve continuar, foi uma conquista, mas podemos desbravar muito mais. Acredito que concursos inclusivos, porquê esse, veio não só para escolher um rosto, mas sim para ensinar, mostrar e falar sobre quem somos, dando oportunidade, visibilidade, levando a naturalização dos nossos corpos. ”

Vitória não esconde a emoção que foi a participação dos pais na sua transição. E conta um pouco da emoção: “Eu transitava entre dois mundos, entre o “masculino” e o “feminino”, porém eu não entendia o que estava acontecendo comigo, sempre fui encantada pelo mundo feminino, mas também sempre tinha pânico de expor sobre isso, e me via em um conflito interno onde me perdi durante a juvenilidade, eu sabia que eu dissemelhante, mas não entendia.

Minha mãe me ajudou bastante nesse processo, e em um patente dia ela me disse “acho que você é trans”, Eu fiquei espantada, e ao mesmo tempo curiosa, eu se quer sabia o que significava, mas quando comecei a entender e pesquisar sobre isso, parece que o mundo clareou, eu me encontrei mais do que nunca!

No primórdio foi muito estranho para a família entender, mas recebi um carinho enorme dos meus pais, o qual sou muito grata por isso. ”

Vitória que já realizou toda troca de nome em seus documentos não esconde a alegria do processo em sua trajetória, que teve totalidade base dos pais: “Quando minha mãe estava prenhe de mim, ela junto ao meu pai tinham escolhido o nome Vitória porquê uma das opções para me batizar.

O nome “Vitória” era presente na minha puerícia, quando eu era garoto, amava folgar com Barbies, e eu sempre as batizava com esse nome, e com minha gulodice inocência pensava “quando eu crescer, quero ser igual a Barbie”.

Um momento de alegria que nunca irei olvidar foi o meu processo de retificação de nome, que conquistei no primórdio do ano pretérito.
Ver meus pais movendo céus e terras para isso sobrevir foi a coisa mais linda que pude presenciar”, comentou a miss.

A Miss Acre deixa base à todos que lutam contra LGBTFOBIA e outros preconceito no Acre: “Não mude sua origem por pânico, não cale a sua voz, lute pelo que acredita e viva a sua verdade. ”

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